domingo, 8 de novembro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Clássicos a brincar- 3º Volume
domingo, 20 de setembro de 2009
Os amigos do monstro na Feira Medieval de Sacavém
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Conímbriga

sexta-feira, 24 de julho de 2009
O amor de D. Pedro e D. Inês de Castro
História de Amor de Pedro e Inês No século XIV, D. Afonso IV, rei de Portugal, combinou o casamento de seu filho Pedro, herdeiro do trono de Portugal, com D. Constança, nobre senhora de Castela.
A entrada de D. Constança em Portugal fez-se no meio de grande comitiva de gente ilustre. Houve música, danças e poesia de trovadores. Na companhia da jovem princesa viera de Castela uma linda moça, dama de honor de linhagem fidalga, que se chamava Inês. Inês de Castro vivia na corte com D. Constança e D. Pedro, desfrutando os lazeres do dia a dia, a leitura, a música e as danças, a poesia trovadoresca. A sua elegância e beleza encantadora fizeram com que o príncipe D. Pedro reparasse nela e, em breve, o fogo do amor e da paixão se ateou no coração de Pedro. O encontro dos amantes tornava-se cada vez mais frequente.
D. Constança vivia cada dia mais angustiada e triste e acabou por falecer de parto. D. Pedro ficou livre para cair nos braços de Inês.
A força do amor era tão intensa que D. Pedro mandou vir Inês de Castro para Coimbra. D. Pedro e D. Inês passaram a habitar nos paços de Santa Clara, na margem esquerda do rio Mondego. Aqui nasceram e brincaram felizes os seus filhos, por entre a ternura dos pais, o verde das flores e o azul do céu.
Entretanto, em Lisboa, D. Fernando, filho de D. Pedro e D. Constança, ia sendo educado para um dia ser rei. O que aconteceria se D. Inês, fidalga castelhana, viesse a ser rainha? Era bem possível que um dos seus filhos viesse a ser rei de Portugal, ainda que fosse necessário matar o legítimo herdeiro do reino... Seria então fácil a nobreza castelhana tomar o poder e Portugal perder a independência.
No início de 1355, o príncipe D. Pedro não podia imaginar o que estava a ser tramado contra a sua bela Inês. Por isso, partiu para mais uma caçada por montes e florestas, com os seus amigos. No dia 7 de Janeiro, ao cair da noite, Inês de Castro foi surpreendida pela chegada do Rei e conselheiros. Rodeada dos seus 3 filhos, Inês implorou ao Rei que lhe poupasse a vida em consideração pelos seus netos. Apesar dos apelos lancinantes, quando o luar chegou, Inês estava morta.
Ao saber da notícia, D. Pedro enraivecido desafiou o rei. A rainha promoveu a paz. Mas, ao chegar ao trono, D. Pedro não esqueceu o ódio contra os assassinos que friamente mataram a sua Inês. Mandou procurá-los e, cruelmente, foram mortos: a um foi tirado o coração pelo peito, a outro pelas costas enquanto D. Pedro se banqueteava lautamente. No final, ainda D. Pedro teve coragem para trincar os dois corações.
Mandou construir no Mosteiro de Alcobaça 2 túmulos sumptuosos - um para ele e outro para Inês que, entretanto, mandara trasladar de Coimbra para Alcobaça num cortejo fúnebre seguido por uma multidão de populares, que choravam a desgraça de Inês, e por nobres e clérigos que foram obrigados a comparecer. Diz a lenda que D. Pedro fez coroar Inês de Castro rainha e obrigou a nobreza a beijar-lhe a mão, depois de morta.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
LENDA DO GALO DE BARCELOS

A curiosa lenda do galo de Barcelos. Segundo ela, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.
Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: - É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem. Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz. Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a São Tiago.
domingo, 5 de julho de 2009
Lendas e Mitos...
Vou ficar à espera da colaboração de todos!
Bons mergulhos!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
A lenda da Senhora do Castelo - Coruche
Contam as lendas populares e religiosas que a ermida de Nossa Senhora do Castelo foi fundada por D. Afonso Henriques, conservando-se nela ainda um retrato deste rei. O espaço religioso sofreu, ao longo dos anos, várias restaurações, apresentando-se, hoje como totalmente recuperada, pintada em tons de azul-ferrete e branco, duas cores próprias da região e utilizadas em muitas habitações de Coruche. Diz ainda a lenda que, alguns anos após a reedificação do santuário dedicado a Nossa Senhora do Castelo, a povoação de Benavente, sentindo-se em perigo perante o avanço de povos mouros, enviou a Coruche uma comissão para pedir e levar a imagem da Senhora do Castelo, porque acreditavam que assim seriam protegidos dos ataques.Os coruchenses aceitaram o pedido, mas passado o ataque dos mouros, os habitantes de Benavente não queriam devolver a imagem a Coruche. O senado da Câmara de Coruche enviou representantes ao senado de Benavente, mas voltaram sem a imagem. É neste ponto que começa verdadeiramente a lenda: dizem as crónicas que, no caminho de regresso, estes representantes encontraram a imagem da Senhora do Castelo sobre uma linha divisória que separava os concelhos de Coruche e de Benavente. Ao que consta a imagem estava voltada para Coruche, e por isso foi imediatamente interpretado que era neste concelho que a Senhora do Castelo queria ficar.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Recordar...

Durante estes dois anos lectivos passados estudámos dois livros de uma colecção que ainda agora começou: "Clássicos a Brincar". Foi com muito gosto que este ano podemos ensaiar e dramatizar para todos os presentes, incluindo a autora e ilustradora, a peça do "Auto da Barca do Castigo". Será que se lembram ainda da professora Vassoura? e do Manuel, que por ser sobrinho do director julgava tudo controlar?Obrigada a todos pelo esforço. Valeu a pena!
Blog prometido: http://osmiaus.blogspot.com/
A Estufa Fria é um jardim em estufa situado no coração de Lisboa, no Parque Eduardo VII, no local onde, no século XIX, existia uma pedreira, que foi reaproveitada por um modesto jardineiro de forma a albergar diversas espécies vegetais de todo o mundo, que iriam servir no plano de arborização da Avenida da Liberdade. Inaugurada em 1933, com cerca de 1,5 hectares de área, é hoje constituída por três partes, a Estufa Fria propriamente dita, a Estufa Quente e a Estufa Doce, as duas últimas inauguradas em 1975 e destinadas a variadas espécies tropicais e equatoriais.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Poemas
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Quinta da Regaleira e Convento dos Capuchos
Meus lindos meninos, para aqueles que não aproveitaram ainda as sugestões de visita à Quinta da Regaleira e ao Convento dos Capuchos, aqui ficam algumas fotografias para que tomem de facto essa iniciativa!
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Durante o presente ano lectivo que em breve termina, foram lidas várias obras em aula pelos alunos dos 3º A e B e 5ºB e C.
Tal iniciativa tem como objectivo despertar nos alunos o gosto pela leitura, mais do que qualquer análise de obra.Foi esse o foco principal: Ler para Aprender!
Para além da obra "O meu Primeiro Fernando Pessoa", que estamos presentemente a ler, foram feitas leituras das obras em evidência.
Boas Leituras!!!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Convento dos Capuchos: lugar místico!
Serra de Sintra, a 9 Km do Centro Histórico
Horário: 1 Mai-15Set: 9h30-20h00 Última entrada uma hora antes do fecho.
Preço por bilhete: € 5
Visita guiada: € 10(com marcação prévia)
quinta-feira, 4 de junho de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Plantar uma Floresta
Os alunos dos 5ºs anos estão a memorizar o poema para, posteriormente, o poderem declamar:
Quem planta uma floresta
Planta uma festa.
Planta a música e os ninhos,
Faz saltar os coelhinhos.
Planta o verde vertical,
Verte o verde,
Vário verde vegetal.
Planta o perfume das seivas e flores,
Solta borboletas de todas as cores.
Planta abelhas, planta pinhões
E os piqueniques das excursões.
Planta a cama mais a mesa.
Planta o calor da lareira acesa.
Planta a folha de papel,
A girafa do carrossel.
Planta barcos para navegar,
E a floresta flutua no mar.
Planta carroças para rodar,
Muito a floresta vai transportar.
Planta bancos de avenida,
Descansa a floresta de tanta corrida.
Planta um pião na mão de uma criança:
A floresta ri, rodopia e avança.
Luísa Ducla Soares
A gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca
Lisboa, Teorema, 1990
terça-feira, 19 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Aulas de Poesia
O MOSTRENGO
O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
Fernando Pessoa in Mensagem
sábado, 16 de maio de 2009
Contra a escola-armazém
Daniel Sampaio
Merece toda a atenção a proposta de escola a tempo inteiro (das 7h30 às 19h30?), formulada pela Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap). Percebe-se o ponto de vista dos proponentes: como ambos os progenitores trabalham o dia inteiro, será melhor deixar as crianças na escola do que sozinhas em casa ou sem controlo na rua, porque a escola ainda é um território com relativa segurança. Compreende-se também a dificuldade de muitos pais em assegurarem um transporte dos filhos a horas convenientes, sobretudo nas zonas urbanas: com o trânsito caótico e o patrão a pressionar para que não saiam cedo, será melhor trabalhar um pouco mais e ir buscar os filhos mais tarde.
Ao contrário do que parecia em declarações minhas mal transcritas no PÚBLICO de 7 de Fevereiro, eu não creio à partida que será muito mau para os alunos ficar tanto tempo na escola. Quando citei o filme Paranoid Park, de Gus von Sant, pretendia apenas chamar a atenção para tantas crianças que, na escola e em casa, não conseguem consolidar laços afectivos profundos com adultos, por falta de disponibilidade destes. É que não consigo conceber um desenvolvimento da personalidade sem um conjunto de identificações com figuras de referência, nos diversos territórios onde os mais novos se movem.
O meu argumento é outro: não estaremos a remediar à pressa um mal-estar civilizacional, pedindo aos professores (mais uma vez...) que substituam a família? Se os pais têm maus horários, não deveriam reivindicar melhores condições de trabalho, que passassem, por exemplo, pelo encurtamento da hora do almoço, de modo a poderem chegar mais cedo, a tempo de estar com os filhos? Não deveria ser esse um projecto de luta das associações de pais?
Importa também reflectir sobre as funções da escola. Temos na cabeça um modelo escolar muito virado para a transmissão concreta de conhecimentos, mas a escola actual é uma segunda casa e os professores, na sua grande maioria, não fazem só a instrução dos alunos, são agentes decisivos para o seu bem-estar: perante a indisponibilidade de muitos pais e face a famílias sem coesão onde não é rara a doença mental, são os promotores (tantas vezes únicos!) das regras de relacionamento interpessoal e dos valores éticos fundamentais para a sobrevivência dos mais novos. Perante o caos ou o vazio de muitas casas, os docentes, tantas vezes sem condições e submersos pela burocracia ministerial, acabam por conseguir guiar os estudantes na compreensão do mundo. A escola já não é, portanto, apenas um local onde se dá instrução, é um território crucial para a socialização e educação (no sentido amplo) dos nossos jovens. Daqui decorre que, como já se pediu muito à escola e aos professores, não se pode pedir mais: é tempo de reflectirmos sobre o que de facto lá se passa, em vez de ampliarmos as funções dos estabelecimentos de ensino, numa direcção desconhecida. Por isso entendo que a proposta de alargar o tempo passado na escola não está no caminho certo, porque arriscamos transformá-la num armazém de crianças, com os pais a pensar cada vez mais na sua vida profissional.
A nível da família, constato muitas vezes uma diminuição do prazer dos adultos no convívio com as crianças: vejo pais exaustos, desejosos de que os filhos se deitem depressa, ou pelo menos com esperança de que as diversas amas electrónicas os mantenham em sossego durante muito tempo. Também aqui se impõe uma reflexão sobre o significado actual da vida em família: para mim, ensinado pela Psicologia e Psiquiatria de que é fundamental a vinculação de uma criança a um adulto seguro e disponível, não faz sentido aceitar que esse desígnio possa alguma vez ser bem substituído por uma instituição como a escola, por melhor que ela seja. Gostaria, pois, que os pais se unissem para reivindicar mais tempo junto dos filhos depois do seu nascimento, que fizessem pressão nas autarquias para a organização de uma rede eficiente de transportes escolares, ou que sensibilizassem o mundo empresarial para horários com a necessária rentabilidade, mas mais compatíveis com a educação dos filhos e com a vida em família.
Aos professores, depois de um ano de grande desgaste emocional, conviria que não aceitassem mais esta "proletarização" do seu desempenho: é que passar filmes para os meninos depois de tantas aulas dadas - como foi sugerido pelos autores da proposta que agora comento - não parece muito gratificante e contribuirá, mais uma vez, para a sua sobrecarga e para a desresponsabilização dos pais.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
O dia da mãe!
mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.
pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.
às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.
lê isto: mãe, amo-te.
eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"



























