sexta-feira, 24 de julho de 2009

O amor de D. Pedro e D. Inês de Castro


História de Amor de Pedro e Inês No século XIV, D. Afonso IV, rei de Portugal, combinou o casamento de seu filho Pedro, herdeiro do trono de Portugal, com D. Constança, nobre senhora de Castela.
A entrada de D. Constança em Portugal fez-se no meio de grande comitiva de gente ilustre. Houve música, danças e poesia de trovadores. Na companhia da jovem princesa viera de Castela uma linda moça, dama de honor de linhagem fidalga, que se chamava Inês. Inês de Castro vivia na corte com D. Constança e D. Pedro, desfrutando os lazeres do dia a dia, a leitura, a música e as danças, a poesia trovadoresca. A sua elegância e beleza encantadora fizeram com que o príncipe D. Pedro reparasse nela e, em breve, o fogo do amor e da paixão se ateou no coração de Pedro. O encontro dos amantes tornava-se cada vez mais frequente.
D. Constança vivia cada dia mais angustiada e triste e acabou por falecer de parto. D. Pedro ficou livre para cair nos braços de Inês.
A força do amor era tão intensa que D. Pedro mandou vir Inês de Castro para Coimbra. D. Pedro e D. Inês passaram a habitar nos paços de Santa Clara, na margem esquerda do rio Mondego. Aqui nasceram e brincaram felizes os seus filhos, por entre a ternura dos pais, o verde das flores e o azul do céu.
Entretanto, em Lisboa, D. Fernando, filho de D. Pedro e D. Constança, ia sendo educado para um dia ser rei. O que aconteceria se D. Inês, fidalga castelhana, viesse a ser rainha? Era bem possível que um dos seus filhos viesse a ser rei de Portugal, ainda que fosse necessário matar o legítimo herdeiro do reino... Seria então fácil a nobreza castelhana tomar o poder e Portugal perder a independência.
No início de 1355, o príncipe D. Pedro não podia imaginar o que estava a ser tramado contra a sua bela Inês. Por isso, partiu para mais uma caçada por montes e florestas, com os seus amigos. No dia 7 de Janeiro, ao cair da noite, Inês de Castro foi surpreendida pela chegada do Rei e conselheiros. Rodeada dos seus 3 filhos, Inês implorou ao Rei que lhe poupasse a vida em consideração pelos seus netos. Apesar dos apelos lancinantes, quando o luar chegou, Inês estava morta.
Ao saber da notícia, D. Pedro enraivecido desafiou o rei. A rainha promoveu a paz. Mas, ao chegar ao trono, D. Pedro não esqueceu o ódio contra os assassinos que friamente mataram a sua Inês. Mandou procurá-los e, cruelmente, foram mortos: a um foi tirado o coração pelo peito, a outro pelas costas enquanto D. Pedro se banqueteava lautamente. No final, ainda D. Pedro teve coragem para trincar os dois corações.
Mandou construir no Mosteiro de Alcobaça 2 túmulos sumptuosos - um para ele e outro para Inês que, entretanto, mandara trasladar de Coimbra para Alcobaça num cortejo fúnebre seguido por uma multidão de populares, que choravam a desgraça de Inês, e por nobres e clérigos que foram obrigados a comparecer. Diz a lenda que D. Pedro fez coroar Inês de Castro rainha e obrigou a nobreza a beijar-lhe a mão, depois de morta.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

LENDA DO GALO DE BARCELOS


LENDA DO GALO DE BARCELOS


A curiosa lenda do galo de Barcelos. Segundo ela, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.
Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: - É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem. Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz. Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a São Tiago.

domingo, 5 de julho de 2009

Lendas e Mitos...

Procuro a colaboração de todos para me enviarem Lendas e/ou mitos de locais de Portugal para poder publicar no blog. Visto ser um blog de todos e para todos, quem quiser pode enviar para o email: estoriasdesonhar@gmail.com

Vou ficar à espera da colaboração de todos!

Bons mergulhos!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A lenda da Senhora do Castelo - Coruche


A lenda da Senhora do Castelo

Contam as lendas populares e religiosas que a ermida de Nossa Senhora do Castelo foi fundada por D. Afonso Henriques, conservando-se nela ainda um retrato deste rei. O espaço religioso sofreu, ao longo dos anos, várias restaurações, apresentando-se, hoje como totalmente recuperada, pintada em tons de azul-ferrete e branco, duas cores próprias da região e utilizadas em muitas habitações de Coruche. Diz ainda a lenda que, alguns anos após a reedificação do santuário dedicado a Nossa Senhora do Castelo, a povoação de Benavente, sentindo-se em perigo perante o avanço de povos mouros, enviou a Coruche uma comissão para pedir e levar a imagem da Senhora do Castelo, porque acreditavam que assim seriam protegidos dos ataques.Os coruchenses aceitaram o pedido, mas passado o ataque dos mouros, os habitantes de Benavente não queriam devolver a imagem a Coruche. O senado da Câmara de Coruche enviou representantes ao senado de Benavente, mas voltaram sem a imagem. É neste ponto que começa verdadeiramente a lenda: dizem as crónicas que, no caminho de regresso, estes representantes encontraram a imagem da Senhora do Castelo sobre uma linha divisória que separava os concelhos de Coruche e de Benavente. Ao que consta a imagem estava voltada para Coruche, e por isso foi imediatamente interpretado que era neste concelho que a Senhora do Castelo queria ficar.
Blog das festas anuais: http://www.festasdecoruche.com/

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Recordar...



Durante estes dois anos lectivos passados estudámos dois livros de uma colecção que ainda agora começou: "Clássicos a Brincar". Foi com muito gosto que este ano podemos ensaiar e dramatizar para todos os presentes, incluindo a autora e ilustradora, a peça do "Auto da Barca do Castigo". Será que se lembram ainda da professora Vassoura? e do Manuel, que por ser sobrinho do director julgava tudo controlar?

Obrigada a todos pelo esforço. Valeu a pena!

Blog prometido: http://osmiaus.blogspot.com/
Estufa Fria de Lisboa

A Estufa Fria é um jardim em estufa situado no coração de Lisboa, no Parque Eduardo VII, no local onde, no século XIX, existia uma pedreira, que foi reaproveitada por um modesto jardineiro de forma a albergar diversas espécies vegetais de todo o mundo, que iriam servir no plano de arborização da Avenida da Liberdade. Inaugurada em 1933, com cerca de 1,5 hectares de área, é hoje constituída por três partes, a Estufa Fria propriamente dita, a Estufa Quente e a Estufa Doce, as duas últimas inauguradas em 1975 e destinadas a variadas espécies tropicais e equatoriais.
A Estufa Fria é um dos espaços verdes mais aprazíveis da capital, onde se pode desfrutar de agradáveis momentos por entre cactos, lagos, cascatas, regatos, obras de estatuária, viveiros com peixes de água doce ou mesmo um viveiro natural, que transmitem aos seus visitantes uma paz de espírito de excelência.
Horários:
Horário de Verão: 9h – 17h30m / Horário de Inverno: 9h – 16h30m***Estufa Fria
Horário de Verão: 9h – 18h / Horário de Inverno: 9h – 17h***Estufa Quente
Lago Horário de Verão: 9h – 17h30m / Horário de Inverno: 9h – 16h30m
Bilhete Normal: 1,65€
Portadores de Cartão Jovem e + de 65 anos: 0,83€
Portadores de "Lisboa Card" e Crianças até aos 12 anos :: Grátis

Portugal: Locais a visitar

Miradouro de São Pedro de Alcântara: Lisboa


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Poemas

Na tarde morna, pelo céu em festa,
Perpassa um grito, que se perde longe...
Há mil perfumes de tomilho e giesta,
E o monte enverga seu burel de monge.
Uma após outra, as irmãs estrelas
Abrem, muito alto, como olhitos piscos,...
Bailam cantigas, pelo ar, singelas,
e o gado manso, torna aos seus apriscos.
Pela janela francamente aberta
Coam-se vozes _ rezas de humildades _
Descem perfumes de malvaísco em flor...
Mas tudo cala (só o amor desperta),
Quando na torre batem as Trindades...
Hora divina de saudade e amor!...
J. de Castro